Beauty Make Up

Como Escolher a Base Certa

Uma pele bonita e saudável é algo que podemos ter com as rotinas certas de cuidado diário. Contudo, mesmo tendo uma pele saudável não significa que não se necessite de recorrer à utilização de uma base. São imensas as razões para o fazer. Para acertar na que mais se adequa à nossa pele é o que podemos descobrir de seguida.

A base é uma das maravilhas da maquiagem. É um daqueles produtos que tem evoluído ao longo dos anos, e que as marcas de cosmética continuam a apostar. Do amplo espetro de tons que uma linha apresenta, a marca acrescenta várias linhas consoante a cobertura pretendida ou o tipo de acabamento. Para além disso, as marcas apostam na dupla ou tripla funcionalidade dos seus produtos, em diversas encontramos a função de proteção solar e noutras a função de hidratação. Sendo que os seus benefícios diretos são imensos. Um exemplo, no caso de termos pele extremamente oleosa, pode ser difícil segurar a maquiagem, escolher uma base que matifique a pele ou evite o aumento de oleosidade pode ser a solução. Para que não seja necessário recorrer a uma duplicação de produtos, se a escolha da base for bem feita, talvez se possa evitar a sobreposição de múltiplos produtos que concorrem para o mesmo fim.

... por vezes basta uma base para salvar o meu dia

Ora para conseguirmos obter exatamente o resultado que desejamos, é necessário saber escolher de entre tantas ofertas, aquias que melhor se adequam a cada uma de nós. Desde o tipo de pele, a sua condição, passando pela sua cor, são aspetos a considerar, bem como, as fórmulas mais adequadas e a forma como são aplicadas. Tudo isto é importante levarmos em consideração no momento de escolher uma base.

O resultado, ou o sucesso da nossa escolha varia consoante a conjugação destes elementos, isto é, dependendo da base que escolhemos e que acreditamos ser a melhor, melhor será o resultado.

Entender como se interligam estes aspetos com a escolha de uma determinada base, é o que vamos descobrir de seguida.

Vejamos, nem todas temos o mesmo tipo de pele, certo? Algumas de nós terão pele mais oleosa, outras terão pele normal a mista, e outras ainda terão pele seca ou sensível. Para cada caso é importante perceber qual a base que melhor se adequa. Começamos pela pele sensível, porque são casos que necessitam de mais cuidado, requerem especial atenção, assim, é preferível escolher bases hipoalergénicas ou especialmente concebidas para pele sensível. Normalmente encontramos descritas na própria embalagem estas características. Em caso de dúvida e se possível, questionem a pessoa que esteja a fazer o aconselhamento, sobre as propriedades do produto. Outra solução para as peles sensíveis são as bases em pó, visto causarem menor obstrução dos poros e por não conterem os ingredientes que são mais favoráveis à irritação da pele. A cobertura pode ser mais baixa, dependendo das marcas escolhidas.

Se temos pele normal a mista, tudo fica mais simples, e errar será difícil, a capacidade deste tipo de pele se adaptar a um produto é normalmente maior. Dependendo do objetivo para aplicar a base, para além de tornar a pele lisa e uniforme, a escolha pode passar por uma base de cobertura total, média, leve ou translúcida. Todas se adequam a peles normais, logo a sua escolha pode ser feita sobretudo pelos benefícios pretendidos para além dos esperado com a colocação de uma base. Outras funcionalidades como bases com agentes “antienvelhecimento”, ou com fatores protetores, podem ser dois dos benefícios desejados.

Para quem tem pele seca, a escolha da base, pode não ser tarefa fácil, a pele seca pode facilmente secar ainda mais e ficar desidratada. Esta é uma das queixas mais frequentes para quem gosta de colocar base todos os dias. Para estas situações, preferir bases que são igualmente hidratantes da pele. Hoje a oferta é bastante diversa e não é difícil encontrar uma base que hidrate a pele e proporcione a cobertura necessária. Para a pele seca prefiram sempre bases cremosas e leves. Há no mercado bases que são desenhadas especificamente para pele seca, nesse caso, a escolha pode ficar facilitada, sobretudo se a marca é confiável e de reconhecida notoriedade.

Para as pessoas com pele oleosa, as bases a escolher são as que na sua fórmula estão isentas de óleo, ou seja, deverão ser privilegiadas as bases que matificam a pele e permitem uma maquiagem de longa duração. Uma das vantagens das bases especialmente concebidas a pensar nas peles oleosas é que ajudam a manter a maquiagem intacta, e sem que a mesma se misture com os restantes produtos que, entretanto, colocámos em cima como o blush ou o iluminador. Mas ao mesmo tempo não se pretende uma base que obstrua os poros, ou demasiado espessa. Felizmente há bases que permitem controlar a oleosidade ao mesmo tempo que oferecem uma boa cobertura e duradoura, assim é preciso estar atenta para não comprar uma base ao engano.

Mas e qual o tom que devo comprar? Sei exatamente qual o meu tom para cada marca? Já vamos descobrir como saber reconhecer o tom certo da base. Em relação às marcas, cada uma pode ter o seu código de cor, e por isso o caminho não será o de decorar um tom e ficar vinculado a ele. Pelo menos por duas razões. Uma delas porque o tom que estamos à procura pode variar de acordo com a estação do ano em que estamos no momento. Outra razão é o facto de as marcas utilizarem princípios diferentes para classificar os seus tons.

Uma marca pode classificar os seus tons de acordo com o objetivo, isto é, a marca sinaliza o tom que é desejado com a aplicação do seu produto. Outras marcas sinalizam o tom da pele de quem está a aplicar o produto. Neste caso é mais simples, basta conhecer o nosso tom de pele. Mesmo assim, sabendo a nossa cor e respetivo fototipo, não existe entre as marcas um protocolo para que a classificação dos seus tons seja uniforme, há marcas que identificam os seus tons através de números, outras marcas através de nomes e outras marcas através de imagem. Por isso é muito melhor quando sabemos reconhecer o tom certo independentemente da marca que estamos a comprar. Sobretudo neste momento, em que a compras online são muito frequentes, convém saber exatamente o que desejamos, para que na chegada da encomenda não tenhamos uma estranha surpresa.

Vamos agora conhecer os passos que precisam percorrer para poder escolher o tom certo para cada cor de pele.

Primeiro vamos percorrer os passos partindo do princípio de que o objetivo é conseguir um tom de base equivalente à cor da nossa pele. A minha decisão passa sempre por aqui, prefiro usar um tom que permite um resultado mais natural, e se quiser “aquecer” um pouco mais o tom posso usar um produto que produza esse efeito através da restante maquiagem. Então, olhando para a palete de tons da marca, devem escolher três tons que estão próximos da vossa cor de pele. Como a base é para colocar no rosto desaconselho o truque de considerar a cor do pulso ou de outra parte do corpo. A nossa referência tem mesmo de ser a cor do rosto e nem sempre acertamos por causa desta referência.

Algumas de nós têm uma pequena variação do tom do rosto para o resto do corpo, assim se escolherem um tom ligeiramente acima ou abaixo, vai ser possível ver onde começa e termina a linha da base, a menos que a disfarcemos, e não sendo difícil, é mais uma tarefa a considerar. Assim, partindo desses três tons coloquem uma pequena porção na testa, nas maçãs do rosto e na linha do maxilar. Repetindo com os três tons, é possível aferir qual está completamente no tom. Imaginado que pretendem um tom acima ou mais frio, também podem aferir da mesma maneira, visto puderem experimentar no momento o resultado na vossa pele.

Mas agora imaginando que não é possível experimentar, como no caso das compras online, se não sabemos então como podemos escolher o tom certo? Em primeiro, procurem se possível comprar de uma marca que faça a classificação da sua palete, descrevendo os tons e de forma a abranger todos os fotótipos de pele, desde pele branca-pálida, ou Tipo I até à pele negra ou Tipo VI. Há marcas que indicam a que tipo de pele se adequa e até qual o acabamento que proporciona ou qual a cobertura conseguida com cada uma das suas linhas de bases. Se encontrarem uma marca com esta informação vai simplificar a tarefa.

Anulem de imediato tons que não fazem parte do vosso fototipo (em baixo uma descrição dos fotótipos) depois novamente dos tons em que se encaixa o vosso fototipo, selecionem três e nesse momento comparem com um pouco de uma base vossa já existente, basta colocar e esbater um pouco da vossa base numa folha de papel branca, depois aproximem o tom que está na palete ao que está no vosso papel. Ainda que seja mais arriscado comprar online, é possível fazê-lo de forma a minimizar o risco, outra ajuda é escolherem marcas com uma ampla palete de tons (32 tons p. ex.) e que possa ir ao encontro de um tom bastante mais específico.

Saber escolher qual a cobertura de base que melhor nos serve, não deve ser uma tarefa difícil. Como a maioria sabe a cobertura que uma base permite relaciona-se com a sua opacidade. A saber, a opacidade deve-se sobretudo à quantidade de pigmento presente na constituição da base. Não existe uma cobertura ideal, mas sim a cobertura que melhor serve o nosso objetivo.

Podemos distinguir a cobertura em vários níveis de opacidade, a leve ou ultraleve, a média e a total. Para se entender melhor, a base de cobertura leve contém menor quantidade de pigmento enquanto a base de cobertura total contém a maior quantidade de pigmento. É importante perceber a cobertura para que ao preferirmos uma a outra tenha uma razão de ser. Imaginem que para uma pessoa com muitas marcas ou até cicatrizes no rosto e as pretenda disfarçar deve preferir uma base de cobertura total, já as pessoas sem manchas ou com pele jovem podem preferir uma base de cobertura leve ou média. Não existe uma regra, utilizar a cobertura ideal é a que vai permitir que o efeito desejado se possa concretizar.

Podemos igualmente preferir uma base pela finalização que conseguimos obter, e esta pode variar consoante a sua própria formulação, que por sua vez pode ter uma forma de apresentação diferente. Assim a finalização, de acordo com a generalidade das marcas e das suas linhas desdobram-se em finalização natural, luminosa e mate. Podem existir mais linhas como as radiantes, as acetinadas, entre outras que vão surgindo a cada coleção, mas as que classicamente encontramos nas linhas, das marcas de makeup, são as três referidas acima. Dando o meu exemplo, raramente escolho bases mate, porque é um acabamento que não me dá conforto e porque como a minha pele não apresenta qualquer oleosidade, a tendência é já ter alguma falta de luz, e se colocar uma base mate vai intensificar ainda mais esse efeito. Já as bases naturais, radiantes e luminosas são as que prefiro para a minha pele e para o resultado que pretendo com a restante maquiagem que irei adicionar. De facto, tendo eu pele sensível e seca, aprecio uma pele que se apresente luminosa e mais natural, com uma cobertura leve a média, e se necessário adiciono mais camada de produto, para obter o efeito que me assenta melhor. As peles maduras também beneficiam de bases mais luminosas e radiantes, porque vão perdendo alguma luminosidade, e desta forma podem conseguir esse efeito com recurso a uma base com estas características.

Mesmo já tendo percorrido bastantes aspetos a considerar quando estamos a escolher a nossa base, ainda há duas questões que vale a pena abordar. Uma é a forma de apresentação da base. E a outra, uma ajuda extra, é como melhor aplicar a nossa base. As bases podem ter uma apresentação líquida, em pó, em stick, em fluida ou creme. Outra alternativa são as bases de aplicação com spray, as bases “airbrush”, mas como são utilizadas apenas por pessoas que as sabem aplicar e que já têm prática, não serão agora exploradas. As bases cremosas podem ser ou não compactas, as compactas são vendidas em caixa e são aplicadas com uma esponja que normalmente acompanham a base, e as não compactas em potes ou embalagens tipo palete, que se aplicam com pincéis, esponjas ou até com os dedos. As bases líquidas são vendidas sobretudo em vidros dispensadores a melhor forma de as aplicar é através de pincel, as esponjas vão absorver demasiado produto, por isso devem ser evitadas. As bases que se apresentam em pó, e de forma solta, são vendidas em embalagens que permitem peneirar o pó. Estas bases em pó são essencialmente aplicadas por pincéis largos (tipo Kabuki) ou por esponjas não absorventes. As bases que encontramos em stick, são bases mais cremosas e que permitem uma aplicação simples, mas que, contudo, necessitam de uma esponja para se espalhar mais uniformemente.

Espero que esta leitura tenha sido útil. A partir de agora, acertar na base será bem mais fácil.

#buyonlyifnecessary, se for necessário comprar, então tudo bem!

Mais novidades extraordinárias a chegar!

A vossa,

Vera

Escala Fitzpatrick Fototipos da Pele

Tipo I - pele branca pálida

Tipo II - pele branca

Tipo III - pele branca morena

Tipo IV - pele morena clara

Tipo VI - pele morena

Tipo VI - pele morena escura ou pele negra

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